Entrevistamos o ilustrador Victor Hugo, para entender um pouco mais sobre o seu trabalho. Victor já teve seus trabalhos publicados em diversos sites como Kotaku, Capcom, Arch Models … E vem ganhando cada vez mais visibilidade, mantendo sempre uma estética de muito bom gosto, com renders de tirar o chapéu!
- Onde você nasceu, onde mora e quantos anos você tem?
Bom, vamos lá – eu nasci em São Paulo, vivo em São Paulo e tenho 25 anos!
- Quando você começou a se interessar por computação gráfica?
Cara, se me lembro bem, na verdade a minha primeira experiência com CG foi com uns 13 anos, sempre curti desenhos e tal, daí meu pai instalou o 3DS Max no PC e disse pra eu dar uma olhada… mexi durante uma meia hora e cheguei a conclusão que “eu nunca vou ganhar dinheiro com isso!” – Desencanei dessa de 3d e acabei mexendo com WEB – dai desencanei de web e prestei vestibular pra História… bombei em história (pro meu bem) e acabei entrando sem saber muita coisa na Digital Light, e lá comecei pegar mais gosto por CG!
- Você tem alguma formação acadêmica?
Nops, sou autodidata de carteirinha. No começo eu achei que isso poderia ser um grande problema, mas depois acabei botando mais fé no meu taco! hahaha! =D
- Atualmente os seus trabalhos tem ganho muito destaque em sites de grande visibilidade, você credita isso ao quê? Você acredita que os temas abordados contribuem para a rápida disseminação dos seus trabalhos ?
Com certeza boa parte da visibilidade tem o lance do “apelo popular”, mas isso é claro em sites como MTV e Movies.com, que ajudaram a divulgar muito meu trabalho… mas também acredito que parte dessa visibilidade está agregada a evolução do meu trabalho, já que sites especializados em CG, que onde conta muito mais o seu trabaçho do que o tema, eu consegui uma visibilidade bem legal! (E minha primeira versão de game 3d passou batido! haha! Então só o tema não garante destaque!)
- Quais você acredita ser suas principais fontes de inspiração? Quais os principais artistas que influenciam a sua arte?
Putz, são tantos! Mas com certeza caras como Skottie Young, Tex Avery e estúdios como Disney/Pixar…
- No seu último trabalho, ”Capitão América”, você credita sua inspiração ao trabalho de Skottie Young. O que você mais gosta na arte dele? E como foi receber o reconhecimento por parte do próprio Skottie Young?
Cara, foi algo incrível! Eu sempre fui um grande fã do estilo do Skottie! Gosto da estilização dele, além da ousadia de não ficar preso no estereótipo de HQs que predominam o mercado… e receber um e-mail dele elogiando minha versão de uma arte dele, putz, ganhei o semestre! hahaha! =D

- Atualmente você ingressou na equipe da Techno Image, certo? Como foi o processo para sua admissão? Você apresentou seu portifólio ou foi convidado pelo próprio estúdio? Como é fazer parte de um grupo com tantos talentos?
Eu fui convidado pelo estúdio, e tem sido sensacional! Estou tendo a chance de trabalhar com pessoas geniais, não só profissionalmente, mas também que dão uma aula de humildade e de amizade!
- Você tem algum projeto em desenvolvimento? Quais são seus planos futuros?
Sim, atualmente estou desenvolvendo um curta com uma equipe de amigos, isso vai me deixar no limbo por um tempo – afinal preciso refazer uns modelos, preparar outros e bom, haja render! hahaha! Mas acredito que o resultado vai valer a pena!
- Sabemos que você tem planos de fazer uma animação. Você pode nos adiantar algo sobre esse novo projeto?
Claro! Ainda está tudo muito cru, temos apenas uma primeira versão do roteiro que precisa ser refinada e alguns animatics BEM iniciais ainda! A idéia é fazer um curta baseado na ilustra “Here comes a New Challenger” que eu fiz no começo do ano! =)
- Você sente falta de algo no mercado de trabalho de CG no Brasil?
Acho que infelizmente nossa área carece de uma certa regularização, saca? Eu tive sorte de trabalhar em ótimos estúdios, que sempre (cada um de sua maneira) foi justo em questões de horário. Todos sabemos que é quase um pré-requisito trabalhar além do expediente quando se trata de CG, e ouço muitos colegas de profissão reclamando de horários abusivos e mal recompensados. Acredito que uma regularização de horários, além de ser algo mais justo, traria um retorno melhor para os empregadores, que teriam funcionários mais dispostos e motivados com o seu trabalho (e desmotivação é algo complicado em CG, por que diferente dos empregos de cubículo, a grande maioria GOSTA MUITO do que faz)
- Você tem alguma consideração final ou “palavras de sabedoria” para aqueles que estão lendo esta entrevista?
Vencedores não usam drogas! hahaha! Brincadeira – gostaria de agradecer pela oportunidade da entrevista, de poder falar um pouco mais sobre meu trabalho e tal… e bom, agora eu só deixaria uma dica final para qualquer pessoa que esteja começando – ou não: Nosso maior traidor é o ego. Não deixe que meia duzia de elogios nos forúns da vida te transformem num arrogante.



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